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Agronegócio Garante crescimento do seguro rural durante a pandemia

Agronegócio Garante crescimento do seguro rural durante a

A  economia brasileira é embasada no agronegócio, um dos  mais importantes do mundo, e sua produção engloba desde produtos primários até elaborados e prontos para o consumo. Segundo o IBGE, a participação no PIB brasileiro em 2019 era de 21%, equivalente a R$ 7,3 trilhões, e para 2020 a expectativa é de 25% de participação, com um crescimento de 9,8% sobre o ano anterior. 

O setor conta com o apoio governamental por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR), aprovado em junho no valor recorde de quase R$ 1 bilhão – exatos ainda a concessão de R$ 236,3 bilhões em crédito para os pequenos, médios e grandes produtores durante o ano-safra 2020/2021. Atualmente, 14 seguradoras estão qualificadas pelo Ministério da Agricultura no Programa de Seguro Rural, que opera com seguros para 60 cultivos e atividades.

Durante muitos anos, o mercado de seguros deu as costas para o campo e se preocupou somente com as demandas da cidade. Com a internacionalização dos mercados no final da década de 90, soluções, até certo ponto inovadoras, foram trazidas para o mercado brasileiro.  Nesta mesma época, em outros países, o seguro agrícola já mostrava uma realidade diferente para o mercado segurador. O seguro rural privado tinha apoio dos produtores rurais, bem como dos governos com programas de subsídio. 

“Quando começamos a entender e a desenvolver este mercado no Brasil, descobrimos a grande capilaridade do campo. O produtor rural brasileiro estava investindo cada vez mais em tecnologia de ponta e as seguradoras e resseguradores também tiveram que investir e inovar dentro da realidade brasileira”, conta Laura Emília Dias Neves, CEO da AgroBrasil Seguros, ao frisar que foi um trabalho imenso devido às peculiaridades regionais e culturais do Brasil. 

Hoje, o mercado de seguros tem condições de proteger e diminuir os riscos dessa atividade de maneira ampla. Quando se fala no agronegócio engloba-se os riscos mais usuais, como o seguro agrícola (safra), os seguros de riscos diversos (RD) para cobrir as máquinas de plantio e colheita e de armazéns gerais. Estes dois últimos são os mais ofertados e procurados, pelo fato de o segurado ter uma percepção de exposição maior ao risco, ou por obrigações contratuais com os agentes financeiros. 

O seguro agrícola (safra) vem ganhando mercado ano a ano e há muito a ser feito. Historicamente, a soja é campeã de contratação, em 2019 representou 41,38% das apólices subvencionadas, seguida pelo milho (2ª safra) com 12,06%, uva (11,22%), trigo (9,19%), milho (1ª safra) com 5,76%, arroz (4,14%),  café (2,74%) e as demais culturas com 13,51%. Mas a cadeia produtiva é grande e estende a outros setores, como o de serviços, com o transporte dos produtos e a indústria com o fornecimento de máquinas. Ainda dentro do agronegócio, existe o seguro PME para pequenos e médios empresários que atuam no setor tanto da parte de insumos, fornecendo sementes, adubo e tecnologia, quanto no momento da distribuição, por exemplo. Outro setor que gera oportunidades e é essencial para o desenvolvimento do agronegócio é o de cooperativas. 

Laura Emília Dias Neves-CEO AgroBrasil

A crise que hoje estamos passando nos mostrou que o campo continuou forte colocando comida na mesa do brasileiro. Como seria a quarentena caso faltasse comida? Fico feliz que o homem do campo tenha mostrado que continuou trabalhando e produzindo, assim como outros setores que permitiram que o alimento viesse do campo para a cidade e chegasse em nossas mesas” Laura Emília Fias Neves- AgroBrasil Seguros.

Fonte-  Revista Relatório Cobertura- ANO 6-NÚMERO 23